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Maha aula com Sara Dubois.

19 out

Sarah Dubois em Kala Bhairavasana.

Aluna de Sharath Jois, Sara Dubois estará de volta a São José dos Campos para ministrar um aulão no sábado, 29/10, das 9:00 às 12:00, no espaço da R. Paschoal Moreira.

Nascida na Suécia, Sara começou seus estudos com Jonh Scott, na Inglaterra. Foi assistente de Hamish Hendry no Asthanga Yoga London, com quem desenvolveu sua técnica de ajustes. Hoje, Sara é professora certificada internacionalmente para ensinar a 2ª série de Ashtanga Yoga.

Confira as fotos do último aulão.

O valor do aulão é R$ 80,00. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas diretamente com o Zé (Yogindra Das) pelo e-mail: ashtangayogasjcampos@ig.com.br

Sara Dubois ensina regularmente ashtanga yoga em seu estúdio em Atibaia.

Coreografia da Pedra

1 out

Capa da revista A1, por Dave Mckean

“Em um ponto fixo de um mundo em movimento. Não há carne nem alma;

Não há para onde ir nem de onde vir; em um ponto fixo a dança existe,

Nem descanso ou movimento. E não chame fixo de inflexível,

Onde o passado e o futuro se encontram. Nem avanço ou retrocesso,

Nem ascensão ou declínio. Se não fosse pelo ponto, o ponto fixo,

Não haveria dança, e só há dança.”

Four Quartets, excerto da Burnt Norton, T.S. Eliot.

Equilíbrio denota um ponto imóvel, que não oscila e jaz estável,  resultante de forças que se anulam. Desequilíbrio assinala o movimento, aponta o colapso da harmonia e a organização do caos, anuncia o por vir e expressa o ímpeto da existência.

O equilíbrio é uma abstração do olhar e serve à inteligência, saciando nossa compulsão por organizar o mundo. Ângulos retos, contornos definidos, linhas paralelas, círculos concêntricos, nada disso relaciona-se com o real ou diz respeito acerca da natureza das coisas, serve apenas à simplificação, separação e captura da vida para posterior análise.

Apenas um mundo absolutamente inócuo, estéril e asséptico poderia ser traduzido matematicamente pelas leis que governam as partículas e os campos de força. A realidade é imprecisa, é indômita, é areia que nos escapa entre os dedos das mãos quanto mais cerramos os punhos. A concepção científica de mundo é indispensável para livrar-nos da ilusão do subjetivismo e democratizar o conhecimento, mas não esgota a realidade e deve conservar seu status de teoria.

A Suíte para violoncelo de Bach, por exemplo, pode ser descrita pelo comportamento típico de ondas mecânicas, mas a descrição do comportamento das ondas nunca poderá expressar a emoção que dá vida à Suíte. É nosso corpo, enfim, o receptáculo que capta os sinais do meio, liga os pontos, e confere a dimensão do real a tudo o que existe.

Kazuo Ohno – The Written Face

Determinados pelo corpo no espaço, não dispomos de visão panorâmica sobre as coisas. Esta é nossa sina: instaurados na mesma dimensão de tudo que enxergamos, não nos resta saída além de lançar mão da lógica, do método, do bisturi e da pinça a fim de nos aproximarmos do real.

Tomar o abstrato pelo concreto, a ilusão pelo real, a linha reta pelo horizonte, entretanto, é expressão de nossa prepotência e nada tem a ver com ciência. Emboscar o corpo no plano cartesiano na tentativa de entendê-lo extirpa-lhe precisamente aquilo que lhe dá vida: a emoção. Avaliar o corpo em tais circunstâncias nos ensina muito a respeito do cadáver e muito pouco a respeito do corpo vivo em movimento.

Grid chart para análise e diagnóstico postural

Em laboratório, excluímos o desvio em torno da média e descartamos na cuba informações indispensáveis ao entendimento do todo. Esquecemos, sobretudo, que o corpo não é um organismo extrínseco a ser possuído, dominado e corrigido.

Não temos um corpo, somos um corpo.

Na aparente imobilidade de uma postura de yoga, por exemplo, o corpo responde sempre de maneira assertiva e a validade da resposta dependerá da própria capacidade em integrar e alinhar suas dimensões estruturais e emocionais.

Sequências de Eadweard Muybridge, em The Human and Animal Locomotion Photographs. 

Como um único fotograma extraído de um filme, o ásana alia o movimento da vida à imobilidade tão cara a nosso olhar analítico, expondo como o organismo vivo se relaciona com o espaço.

Neste contexto, o corpo não apresenta ‘problemas’, mas ‘soluções’ para os problemas que se lhe apresentam. O praticante de yoga, alijado pela ficção do eu-dividido, reconstrói-se em busca da unidade.

Purushatraya Swami em São José e canto Kirtan

15 jul

Em agosto teremos o privilégio de receber Purushatraya Swami em São José dos Campos para o seminário “Baghavad Gita em 6 temas”. Docente do Vaishnava Institute, Vrindavna- Índia, Purushtraya irá abordar aspectos históricos, filosóficos, psicológicos, éticos e místicos do livro Baghavad Gita, um texto ancestral que aponta incisivamente para as questões éticas e morais do homem contemporâneo.

Para abrir o ciclo de palestras, o grupo de Nova Gokula irá entoar Kirtans (cantos sagrados) na sexta-feira, 5 de agosto das 19:30 às 21:00.

O seminário irá acontecer nos dias 6 e 7 de agosto, no Estúdio de Yoga e Pilates de São José dos Campos, e será dividido em 3 módulos:

  • Sexta-feira, 05/08, das 19:30 às 21:00 Canto Kirtan e Dança Indiana
  • Sábado, 06/08, das 9:00 às 12:00 Seminário Módulo I
  • Sábado, 06/08, das 14:00 às 17:00 Seminário Módulo II
  • Domingo, 07/08, das 9:00 às 12:00 Seminário Módulo III
No sábado, dia 06/08, os participantes do seminário poderão almoçar no restaurante Krishna Comida Indiana ao preço promocional de R$ 20,00 por pessoa (bebidas inclusas). A renda será doada à comunidade auto-sustentável de Goura Vindravna, em Paraty.

Valores:

R$ 60,00 até 01 de agosto; R$ 100,00 após esta data. O valor inclui apostila.

Inscreva-se:

Para maiores detalhes entre em contato conosco aqui ou ligue para (12) 3317-1851 ou (12) 9765-1079

Aula Especial de Ashtanga Vinyasana Yoga

16 maio

Aula Especial de Ashtanga Vinyasana Yoga com o prof. Yogindra Das (Zé Rangel, foto) no domingo, dia 5/06, no estúdio do Jd. Esplanada.

Programação

08:30 – 10:00 – aula guiada em sânscrito

10:00 – 10:30 –  lanche

10:30 – 11:00 – aspectos fundamentais do ashtanga

11:00 – 12:30 – estudo dos asanas da primeira série

12:30 – 13:00 – perguntas e respostas/encerramento

Investimento: R$ 80,00, ou R$ 50,00 até o dia 27/05.

Maiores informações e inscrições: (12) 9765-1079 – ashtangayogasjcampos@ig.com.br

B.K.S. Iyengar for PETA

17 abr

Conhecida pela determinação de seus militantes e pela agressividade de suas campanhas a PeTA tornou-se a ONG mais conhecida no mundo quando se fala em defesa dos animais. A combatividade explica-se, afinal, nunca antes na história os animais foram vítimas de tantos abusos e maus-tratos, encarados hoje como simples peças de uma engrenagem que não pode parar.

O brutal impacto no meio-ambiente e a degeneração no quadro de saúde de populações inteiras refletem um aspecto do abuso.  A dissociação ética presente na raiz da matança é o gene presente na violência desenfreada.

Aos 92 anos, o yogi B.K.S. Iyengar estrela do ultimo anúncio da PETA,  afirma:

“Se animais morressem para encher meu prato, minha cabeça e meu coração se tornariam pesados de tristeza. Tornar-se vegetariano é a maneira de viver em harmonia com os animais e com o planeta.”

Sara Dubois em São José dos Campos

19 fev

Algumas fotos do workshop de Sara Dubois em São José dos Campos, nos dias 26 e 27/02 .


 

 


No segundo semestre do ano passado, na cidade de Mysore – Índia, um pequeno grupo de professores de todos os lugares do mundo foi autorizado a ensinar a segunda série completa do Ashtanga Yoga por Sharath Jois. Sara Dubois estava entre eles.

Nascida na Suécia, Sara começou seus estudos com Jonh Scott, na Inglaterra. Foi assistente de Hamish Hendry no Asthanga Yoga London, com quem desenvolveu sua técnica de ajustes. Hoje, Sara mora e ensina Ashtanga Yoga em Atibaia, no interior de São Paulo.

Para maiores informações sobre Sara acesse aqui.

STC

27 nov

A Síndrome do Túnel Carpal (STC) é um problema comum no ambiente de trabalho e causa de enfermidade recorrente. Tem elevado potencial debilitante e impacto financeiro direto devido a afastamento do trabalho e aumento nos gastos com despesas médicas.

Tradicionalmente, STC vem sendo tratado com agentes antiinflamatórios, imobilização da articulação do punho, fisioterapia e cirurgia. Entretanto, muitas destas opções não têm oferecido alívio satisfatório. Yoga tem sido usado para aliviar alguns dos sintomas músculo-esqueléticos. O estudo aqui em parte resumido demonstrou aumento na amplitude de movimento e redução da dor durante a atividade em pacientes com osteoartrite que realizaram o programa de Yoga.

A prática de Yoga mostrou-se eficiente porque o alongamento na região afetada alivia a compressão no túnel carpal. Ao determinar uma melhor posição articular, os exercícios diminuem a compressão intermitente, aumentando o fluxo sanguíneo que reduz a isquemia do nervo medial. Neste artigo foram apresentados os resultados de uma intervenção usando o Modelo de Controle Aleatório (RTC) com técnicas de Yoga especificamente aplicadas para o tratamento de pacientes com Síndrome do Tunel Carpal.

O estudo foi realizado em 51 pacientes escolhidos a partir de um universo de 400 inscritos foi realizado na Geriatric Center of the University of Pennsylvania – PA. E aprovado pelo conselho da Presbyterian Medical Center, Philadelphia- PA e publicado em 22 de dezembro de 2009.

Os participantes da pesquisa foram divididos em dois grupos. O grupo de controle recebeu o tratamento tradicional, enquanto o grupo de Yoga recebeu uma intervenção baseada em posturas que objetivavam aumentar a flexibilidade e corrigir o alinhamento do membro superior e aumentar a percepção sobre a posição articular das mãos. O estudo usou a abordagem proposta por B.K.S Iyengar, mestre de hatha yoga que enfatiza o alinhamento estrutural do corpo. O método é ordenado e progressivo e as posturas foram adaptadas para atender as condições dos participantes. A partir de posturas de Yoga (ásanas), a postura habitual pode ser melhorada. Quando o alinhamento músculo-esquelético melhora, a habilidade para realizar o ásana também melhora. Os benefícios potenciais deste método incluem aumento da força, coordenação motora e flexibilidade. A seqüência usada neste estudo foi elaborada para atender indivíduos com STC. Os exercícios foram realizados com indivíduos na posição em pé ou sentados com o objetivo de levar as articulações envolvidas a sua maior amplitude de movimento, com alongamento, força e equilíbrio. Toda sessão terminou com uma sessão de relaxamento em que o corpo permaneceu imóvel (savasana). O programa foi ministrado em aulas com duração entre 1 e 1 ½ hora, duas vezes por semana por 8 semanas.

1. Dandasana. Sentado em uma cadeira, com o tronco na vertical, pressione as mãos contra o assento. Pressione as escápulas contra as costas e leve os ombros para trás e para baixo.

2. Namakar. Com as mãos em posição de prece, una e pressione os dedos das mãos, posicionando-os fora do alinhamento ulnar. Relaxe as mãos e repita o procedimento abrindo os dedos das mãos em leque. Repita pressionando os metacarpos de cada dedo e afastando os dedos das mãos em hiper-extensão.

3. Urdhva hastasana. Leve os braços para frente e para cima, com as mãos verticais e os cotovelos estendidos. Alongue as laterais do corpo.

4. Parvatasana. Braços extendidos sobre a cabeça, como os dedos entrelaçados com o polegar direito sobre o esquerdo. Vire as palmas das mãos para fora. Estique os cotovelos. Erga o tronco a partir dos braços e leve os braços para trás. Repita com o polegar esquerdo sobre o direito.
Jathara Parivartanasana

5. Garudasana. Braços entrelaçados em frente do tronco. Dobre seus cotovelos cruzando os braços em frente do peito, flexione os antebraços. Cruze o cotovelo esquerdo sobre o direito e afaste a mão esquerda, cruzando o antebraço esquerdo atrás do direito. Uma as palmas das mãos. Eleve os cotovelos e desça o ombros. Repita para o outro lado.
Garudasana

6. Baradvajasana na cadeira. Sente-se de lado na cadeira, com a coxa direita contra o encosto. Alongue o tronco para cima e os ombros para trás. Mantenha os joelhos unidos. Sem mover a bacia, vire-se para o encosto. Repita para o outro lado.
bharadvajasana

7. Tadasana. Em pé, com os maléolos internos unidos e o peso igualmente distribuído sobre os calcanhares internos e externos, erga as patelas. Suba o alto do peito e as clavículas.
Tadasana

8. Ardha Uttanasana. Em pé, com os calcanhares afastados, estenda os braços sobre a cabeça. Flexione o tronco em 90 graus, na altura do quadril e alongue todo o corpo em direção à parede tocando as mãos com a parede.
Ardha uttanasana

9. Virabhadrasana I (somente os braços). Em pé, estenda os braços com as palmas das mãos unidas. Gire os braços, fechando as axilas, mantendo os dedos das mãos unidos. Afaste as mãos, deixando os braços paralelos. Alongue as laterais do tronco e volte a unir as palmas das mãos. Trave os cotovelos.
Virabhadrasana I hands only

10. Salabhasana (variação). Ênfase na posição das mãos. Deitado em decúbito ventral, leve as palmas das mãos sobre o acento da cadeira. Estenda os braços e erga o peito, o quadril e os joelhos. Desça os ombros. Leve o cóccix para frente, mantendo os glúteos firmes. Alongue a parte anterior do tronco para cima, a partir do osso púbico. Erga o esterno e as costelas e pressione as escápulas para frente (veja comentário).
Salabhasana Variation

11. Paschima namaskar. Em pé, una as mãos atrás das costas com os dedos apontando para baixo. Vire os dedos das mãos para cima e suba as mãos entre as escápulas o mais alto possível, sem separar as mãos. Pressione o quinto dedo e a borda externa das mãos contra as costas e abra o peito. Ombros para trás e para baixo.
paschima namaskar

12. Relaxamento. Deite-se com as costas no chão e com os braços ligeiramente afastados do corpo. Palmas das mãos para cima. Calcanhares unidos e artelhos afastados. Feche os olhos, respire profundamente e concentre-se na expiração. Relaxe o maxilar inferior, a língua e os olhos. Fique nesta postura entre 10 a 15 minutos.

Os pacientes no grupo de Yoga tiveram significante acréscimo na força das mãos e redução na dor. Neste estudo, um programa sem o uso de remédios, equipamentos ou cirurgia, reduziu a dor e aumentou a força nas mãos dos pacientes. Ainda que não tenha sido estudado aqui, um programa supervisionado não é útil apenas para tratar os sintomas, mas também prevenir que os sintomas voltem a ocorrer. Muitos dos pacientes estudados relataram que apresentaram melhoras mesmo depois do fim do tratamento, durante as 4 semanas que se seguiram após o tratamento.

Confira estudo completo aqui.